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Os desafios da liderança

Rabino Leonardo Alanti


Na Parashá desta semana, Behaalotecha, lemos sobre mais uma revolta do povo que levou Moisés a pedir novamente socorro a Deus. O peso da liderança e de transmitir os ensinamentos e mandamentos divinos a um grupo de ex-escravos se tornou excessivo para ele. Deus decidiu ajudar Moisés passando uma parte do “espírito da profecia” para representantes do povo. Setenta anciões se reuniram ao redor da tenda da assinação, e tornaram-se profetas. No entanto, dois dos representantes, Eldad e Medad, permaneceram no acampamento. Mesmo assim, profetizaram de onde estavam.

Os comentaristas discordam sobre Eldad e Medad. Alguns defendem que eles foram exemplos de humildade e modelos a serem seguidos (B.R. 15:19), ao permanecerem em seus lugares e não irem até o local especial, reservado, até este momento, só para Moisés. Isso nos ensina que, sempre que possível, se não ofendermos ninguém, devemos evitar os holofotes dos lugares de honra, mesmo os merecendo.

Outros comentaristas acreditavam que eles foram pessoas que cautelosamente esperaram para ver qual o efeito que as convulsões de êxtase teriam nos outros antes de se abrirem para a experiência. Nem todos tem a estrutura para ser pioneiros. Porém, existe mérito em reconhecer o pioneirismo de alguém e seguir os seus passos.

Josué, que sabia como o papel de profeta era um peso para seu mestre, ficou desconfiado destes “profetas instantâneos.” Porém Moisés lhe disse:“...Oxalá todo o povo do Eterno se tornasse um povo de profetas…!” Esta resposta mostra que ser um líder não é alimentar o seu próprio ego, mas servir às necessidades de Deus e do povo. (baseado em Etz Hayim, RA e USCJ p.831)

A CIM é filiada à FISEMG (Federação Israelita do Estado de Minas Gerais) e à UJR AmLAt (União do Judaísmo Reformista da América Latina).