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Uma das preocupações de toda a direção de uma sinagoga é conseguir reunir pelo menos dez adultos para poder ter um serviço religioso completo. Pode-se rezar sozinho ou em grupos menores, porém a reza será incompleta e algumas orações como o Kadish e o Barechu não poderão ser pronunciadas. Diversos textos tradicionais judaicos nos convocam a sair de casa ou do trabalho para nos unir a outros judeus para os serviços religiosos. Isso causou um impacto tão grande no nosso povo que nos tornamos não apenas uma religião, mas também uma cultura, comunitária. No judaísmo, atividades coletivas são mais valorizadas do que atividades individuais.

Estamos no processo de passar nossas vidas para o mundo virtual. Existem muitas vantagens neste movimento e as tecnologias de comunicação, por exemplo, nos aproximam daqueles que estão distantes. Podemos falar com pessoas queridas do outro lado do mundo e de graça! Porém, a tecnologia também nos afasta daqueles que estão próximos. Infelizmente, em reuniões sociais e até em refeições de família, as pessoas estão mais interessadas nas telas de seus smartphones!

Em um estudo de décadas com centenas de participantes, feito por pesquisadores de Harvard (ver Ted com Prof. Waldinger), descobriu-se que o fator número um para a promoção de longevidade, bem-estar e felicidade é o contato social. Passar tempo de qualidade com pessoas nos nutre de sentimentos positivos que nos fazem viver mais e melhor.

Essa é uma das razões que explica porque pessoas que frequentam sinagogas e igrejas regularmente são mais felizes. O termo em hebraico mais usado para o local de culto judaico é Beit HaKenesset, a casa da reunião. Nela, não apenas nos reconectamos com Deus. Nela, reforçamos nossos laços comunitários e nos reconectamos também com outras pessoas.