(31)2535 1554 | secretaria@cimbh.com.brUma das preocupações de toda a direção de uma sinagoga é conseguir reunir pelo menos dez
adultos para poder ter um serviço religioso completo. Pode-se rezar sozinho ou em grupos menores,
porém a reza será incompleta e algumas orações como o Kadish e o Barechu não poderão ser
pronunciadas. Diversos textos tradicionais judaicos nos convocam a sair de casa ou do trabalho para
nos unir a outros judeus para os serviços religiosos. Isso causou um impacto tão grande no nosso
povo que nos tornamos não apenas uma religião, mas também uma cultura, comunitária. No
judaísmo, atividades coletivas são mais valorizadas do que atividades individuais.
Estamos no processo de passar nossas vidas para o mundo virtual. Existem muitas vantagens neste
movimento e as tecnologias de comunicação, por exemplo, nos aproximam daqueles que estão
distantes. Podemos falar com pessoas queridas do outro lado do mundo e de graça! Porém, a
tecnologia também nos afasta daqueles que estão próximos. Infelizmente, em reuniões sociais e até
em refeições de família, as pessoas estão mais interessadas nas telas de seus smartphones!
Em um estudo de décadas com centenas de participantes, feito por pesquisadores de Harvard (ver
Ted com Prof. Waldinger), descobriu-se que o fator número um para a promoção de longevidade,
bem-estar e felicidade é o contato social. Passar tempo de qualidade com pessoas nos nutre de
sentimentos positivos que nos fazem viver mais e melhor.
Essa é uma das razões que explica porque pessoas que frequentam sinagogas e igrejas regularmente
são mais felizes. O termo em hebraico mais usado para o local de culto judaico é Beit HaKenesset, a
casa da reunião. Nela, não apenas nos reconectamos com Deus. Nela, reforçamos nossos laços
comunitários e nos reconectamos também com outras pessoas.